
E-commerce B2B, com uma funcionalidade estratégica criada para gerar receita incremental em datas sazonais.
Manter um produto caro e complexo — valorizado por stakeholders — ou assumir o risco de desmontá-lo e integrar apenas as partes que geravam valor real ao fluxo principal de compra.
Ao assumir a experiência de um produto B2B, encontrei uma funcionalidade cara, promissora e esquecida.
Após 8 meses de lançamento:
A adoção estagnou em menos de 1%.
A receita incremental era irrelevante.
A descontinuação já estava na mesa.
Não faltavam opiniões, faltava diagnóstico. Ninguém sabia se o fracasso vinha da usabilidade, da oferta ou do mercado.
No início, não havia clareza sobre os motivos da baixa adoção do fluxo alternativo. A hipótese de um fluxo paralelo fazia sentido — especialmente por mimetizar os eventos presenciais, mas ainda era apenas uma suposição.
Iniciamos pela análise de dados e avaliações heurísticas, mas rapidamente ficou claro que o problema não era apenas usabilidade.


Entrevistas em profundidade e o mapeamento da jornada revelaram dois pontos importantes:
Ela até acessava a funcionalidade — mas não finalizava a compra.
O motivo era claro: produtos recorrentes e ofertas sazonais pertenciam a momentos e estratégias de compra diferentes.
O resultado era esquecimento, fricção e baixa adoção.

Abrimos mão de um produto fechado, completo e bem avaliado internamente para priorizar apenas as funcionalidades que comprovadamente entregavam valor ao negócio quando integradas ao fluxo principal.
Desconstruir um investimento relevante poderia gerar desgaste político e técnico. Caso a integração não gerasse retorno, o custo da decisão recairia diretamente sobre o time.
Optamos por extrair o que realmente funcionava e transformar o produto isolado em uma etapa de Upsell inteligente dentro do Checkout, aproveitando o momento de alta intenção de compra.
Esse foi o tradeoff central:
Para alguns stakeholders, isso significava admitir que:
O risco era alto:

A mudança de contexto (de “Página de Eventos” para “Checkout Upsell”) transformou a performance rapidamente e chegamos a um resultado anual incrível:
de “Design que melhora interface”
para “Design que destrava crescimento”.
O foco não era entregar a feature que pediram, mas entregar a receita que precisavam.
O impacto do Design vai muito além da tela —
ele acontece quando pessoas e negócios são reconectados ao que realmente faz sentido.