Aloysio de Souza

Acelerando discovery e ciclo de decisão

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contexto

Uma mudança de direção estratégica exigia a validação imediata de novos modelos de receita. A ordem era clara: transformar uma unidade de negócio inteira com alta velocidade e baixa margem para suposições.

DESAFIO

Executar discoveries profundos em semanas — não meses — sem transformar o processo em teatro, garantindo que a velocidade não comprometesse a confiabilidade da decisão.

Impacto

resumo

O conflito

Os processos tradicionais de Design funcionavam, mas dependiam de tempo, fluxo linear e estabilidade — tudo o que não tínhamos.

Diante de uma nova estratégia corporativa, ficou claro que:

  • Não tínhamos respostas suficientes para investir.

  • Adiar a decisão aumentaria o risco de mercado.

  • Executar um “Discovery by the book” perderia a janela de oportunidade.

O desafio não era defender discovery.
Era fazer discovery funcionar sob pressão real.

DECISÃO

Discovery Sintético & Validação Humana

Para cumprir o prazo agressivo de 6 semanas, pivotamos o processo. Não substituímos a pesquisa, aceleramos o processamento. Utilizamos modelos de IA alimentados exclusivamente com contexto real e dados proprietários para sintetizar padrões que levariam semanas para serem mapeados manualmente.

A premissa foi clara:
IA gera caminhos, pessoas tomam decisões.

Trade-offs

Para ganhar velocidade, tivemos que fazer escolhas difíceis sobre o processo:

  • Sacrifício do “Purismo Metodológico”: Abrimos mão da aplicação completa de frameworks tradicionais e de rituais longos e entrópicos (“segurança de processo”) em favor de uma abordagem direta de Hipótese > Validação.

  • Mitigação de Viés: Para evitar a “alucinação” da ferramenta, restringimos a IA a atuar sobre contexto real inserido por nós, usando o time humano para validar os fatos e assinar a estratégia final.

O processo não decide — ele orienta.

SÍNTESE MASSIVA
IA processando dados qualitativos e quantitativos em minutos. Resultado: Identificação de padrões de mercado que levariam semanas na leitura manual.
PERSONAS SINTÉTICAS
Stress-test de roteiros e hipóteses com agentes de IA antes de falar com humanos. Resultado: Fomos a campo apenas para descobrir o inédito, eliminando as validações óbvias.
PROTOTIPAGEM
Geração de código funcional para backoffice e fluxos complexos via IA. Resultado: Stakeholders testaram a regra de negócio rodando, não apenas telas estáticas.

A regra era simples:
Só usar o que realmente fosse necessário.

Prompts sintetizam e suportam o planejamento

Triangulação massiva de dados para identificação acelerada de padrões.

Personas sintéticas

Agentes de IA para stress-test de hipóteses e antecipação de objeções.

Prototipação funcional

Construção simultânea de artefatos funcionais e hipóteses

resultado

Validação da entrega de valor antes da construção do software.

Em 6 meses, rodamos 3 ciclos intensivos. O objetivo não foi entregar o MVP, mas definir o escopo do MVP.

Utilizamos a técnica de “Mágico de Oz” para entregar o serviço real manualmente. Se o usuário pedia um link de pagamento, gerávamos um link real.

  • O Diferencial Operacional: Para não inflar o time, desenhei o suporte operacional com GEMs do Gemini. O time usava a IA como “motor” para processar pedidos e gerar respostas.

A execução dos três experimentos simultâneos provou a eficácia do modelo.

adoção
~ 25 %
conversão
~ 70 %
CSAT
+ 85 %

Aprendizado central

Essa abordagem inverteu a lógica de desenvolvimento. Ao chegarmos na fase de construção do MVP, não tínhamos dúvidas sobre “o que construir”.

O MVP deixou de ser um “produto teste” para se tornar a automação escalável de um serviço já validado.

  • Antes: Construir para testar se funciona. (Alto Risco)

  • Depois: Testar manualmente e construir apenas para ganhar escala e viabilidade. (Risco Controlado)

Design sem dado vira opinião.
Dado sem gente vira estatística.
O impacto real acontece quando os dois se encontram.