
Empresa de grande porte, referência em tecnologia, sem Design estruturado como disciplina organizacional.
Introduzir Design como ferramenta real de resolução de problemas sem impor processos e sem gerar rejeição cultural.
O risco era claro: rejeição, resistência passiva e “antídotos culturais” comuns quando uma disciplina chega tentando se legitimar pela força do método.
O desafio não era ensinar Design.
Era tornar o Design desejável, útil e confiável.

Decidi não impor processos nem “evangelizar frameworks”.
A estratégia foi começar pelas dores reais das áreas, indo de time em time, conduzindo:
O Design entrou como meio, não como discurso.
Como ferramenta para resolver problemas concretos — não como disciplina a ser defendida.
Tudo precisava ser adaptado — inclusive práticas que eu já dominava.

O que começou como ações pontuais rapidamente ganhou tração.
Outras áreas passaram a buscar o Design espontaneamente:

O jogo virou quando o Design deixou de ser “a área que faz” e passou a ser a forma como a empresa pensa problemas.
Mais importante do que criar um time, foi criar confiança no método — sem depender de imposição hierárquica.
Design não se escala por autoridade.
Se escala por utilidade percebida.
Em contextos culturais sensíveis, o papel do líder não é defender o processo —
é adaptá-lo até que ele faça sentido para quem nunca pediu por ele.