
Produto B2B de telemetria para frotas logísticas, combinando plataforma de dados + dispositivos IoT, utilizado em torres de controle operacional.
Continuar competindo como rastreador técnico ou assumir o custo de reposicionar o produto como ferramenta estratégica de eficiência operacional.
O produto nasceu a partir de uma provocação tecnológica.
Seus requisitos, fluxos e prioridades foram definidos quase exclusivamente pela engenharia, com foco em rastreamento e exploração de dados brutos.
Quando cheguei ao time como design manager, a pergunta central era simples — e incômoda:
Que problema real estamos resolvendo com um sistema de rastreamento?
As respostas eram difusas.
Em um mercado repleto de soluções similares, não estava claro se o produto resolvia um problema relevante, recorrente e mal atendido.




A partir de pesquisas em campo e entrevistas em profundidade, ficou claro que o desafio do cliente não era saber onde estavam as carretas-baú, mas sim:
Rastreamento, por si só, não resolvia isso.


Em vez de apenas mostrar dados de localização, o produto passou a:
O produto deixava de ser operacional-técnico para se tornar estratégico.


Era mais difícil vender.
Mas era muito mais difícil de copiar.
O produto passou a ser percebido não como “rastreador”, mas como ferramenta de eficiência logística.





Colocar todos no mesmo ritmo exigiu articulação constante, já que hardware e software operam em cadências naturalmente diferentes.
Produtos podem — e devem — assumir papéis mais relevantes do que aqueles para os quais foram originalmente concebidos.
Mas é assim que um produto deixa de ser comoditizado e passa a ser estratégico.